O sono

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O sono

O sono

O sono representa aproximadamente um terço da nossa vida. É um período de tempo fundamental para o normal funcionamento do cérebro e do organismo do ser humano.

O principal regulador dos ritmos circadianos e do ciclo vigília-sono é a luz natural.

A luz é captada pela retina (olhos) e esta informação é transmitida ao hipotálamo (núcleo supraquiasmático) e, de seguida, à glândula pineal. A libertação de melatonina favorece o adormecimento. Existem outras estruturas neuroanatómicas e neurotransmissores que interferem no ciclo vigília-sono.

O sono é um período de tempo em que o ser humano tem uma atividade metabólica e comportamental reduzida. Consequentemente, durante o sono há uma redução significativa do consumo de energia pelo cérebro.

No entanto, durante o sono o cérebro permanece ativo.

As diferentes fases do sono são indispensáveis para a construção da nossa consciência e para as capacidades mentais.

Durante o sono ocorrem funções importantes tais como a consolidação da memória. Por exemplo, se dormir muito pouco (em relação ao habitual), no dia seguinte terá dificuldades de funcionamento cerebral – há uma lentificação do funcionamento, há dificuldade em lembrar informações.

As diferentes fases do sono foram caraterizadas por eletroencefalograma (EEG), consistindo de sono lento (Não-REM, ou NREM) e sono paradoxal, mais superficial (REM – designação devido aos “rapid eye movements”).

Em cada noite temos habitualmente cinco ciclos de sono, havendo uma alternância sucessiva do sono lento NREM para o sono REM.

No sono Não-REM, a frequência cardíaca e respiratória são regulares e o tónus muscular é baixo.

O sono REM apresenta um padrão eletroencefalográfico similar ao da vigília. Durante esta fase do sono ocorrem movimentos rápidos dos olhos (daí o seu nome). A frequência cardíaca e a respiração são irregulares. O tónus muscular é nulo. Ocorre uma maior duração do sono REM no último trimestre da gravidez, no recém-nascido e nos primeiros anos de vida.

O sono NREM predomina nas primeiras horas do sono, com diferentes níveis de profundidade. Esta fase de sono é mais frequente nas crianças (a partir dos 4 meses) e nos jovens. A fase de sono NREM diminui nos idosos.

A duração média total do sono varia com a idade. O sono dura mais de 16 horas aproximadamente no recém-nascido. O idoso dorme menos de 8 horas habitualmente.

No entanto, existem diferenças interindividuais importantes em relação à duração necessária de sono para um normal funcionamento cerebral. Há fatores genéticos reconhecidos que condicionam essas diferenças. Por exemplo, existem pessoas que apenas têm necessidade de cinco ou seis horas de sono por dia, tendo nas restantes horas do dia um estado de consciência pleno e bom funcionamento intelectual. No entanto, muitas pessoas dormem habitualmente cerca de oito horas e, se dormirem menos, tal reflete-se no seu estado geral e nas suas capacidades intelectuais.

A sesta

A adoção de períodos de sesta nos adultos ao longo do dia é típica de algumas sociedades.

Os períodos de sesta são atualmente reconhecidos como importantes tanto nas crianças como nos adultos.

Alguns estudos têm mostrado que os períodos de sesta favorecem a memória e a aprendizagem.

          Dormir é fundamental para a saúde humana!

 

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