Envelhecimento cerebral “positivo”

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Envelhecimento cerebral “positivo”

Envelhecimento cerebral "positivo"Envelhecimento cerebral “positivo” é uma forma de perceber que muitas alterações cerebrais e repercussões funcionais não são inevitáveis.

O cérebro idoso “normal” mantem capacidade adaptativa e plástica. A reserva cognitiva é uma “forma” de resistência do cérebro que vai sendo construída ao longo da vida. Vários fatores de estilo de vida saudável podem ajudar a atrasar o declínio das capacidades mentais.

 

O envelhecimento cerebral “positivo” baseia-se na compreensão e aceitação de que as alterações que ocorrem no cérebro e as suas repercussões funcionais não são inevitáveis.

O cérebro consegue compensar os efeitos do envelhecimento natural, tentando preservar as funções mentais.

Há evidencia crescente de que as capacidades adaptativas (plásticas) do cérebro idoso podem permitir manter um bom funcionamento cerebral, à medida que o cérebro envelhece. (Plasticidade cerebral)

O cérebro do idoso ativa mecanismos para compensar as dificuldades que certas regiões anatómicas ou redes neuronais podem já ter.
O cérebro usa mecanismos de compensação para preservar as suas funções, se possível.

Por exemplo, o cérebro pode recrutar redes neuronais alternativas para realizar uma tarefa.

O aumento da mielina nos lobos frontais e temporais em adultos (40s e 50s) pode permitir uma melhor gestão das redes neuronais, com aquisição e utilização de conhecimentos.

Adultos mais velhos parecem ativar regiões cerebrais bilaterais para a compreensão verbal.

Isto leva a pensar que os declínios nas capacidades mentais não são inevitáveis com o envelhecimento.

Sabemos que muitos idosos mostram um declínio nas capacidades mentais. Por exemplo, manifestam dificuldades em tarefas de atenção, aprendizagem (especialmente aprendizagem de “coisas novas”) e memoria, quando comparados com jovens.

Muitos idosos podem manter o seu rendimento cognitivo, mas podem precisar de mais tempo para realizar determinadas tarefas. Isto é, com tempo suficiente são capazes de realizar as mesmas tarefas que efetuavam anteriormente.

Mas há idosos com 70s e 80s que podem realizar as mesmas tarefas que adultos mais novos. À medida que envelhecem, muitas vezes os adultos melhoram em algumas áreas cognitivas, tais como o vocabulário e outras formas de conhecimento verbal.

  • Então, porquê que algumas pessoas idosas mantêm um funcionamento cognitivo saudável e outras desenvolvem demência?

Sabe-se que as demências têm etiologia multifatorial. Existem fatores genéticos que podem determinar o desenvolvimento de doença, mas também fatores ambientais.

São reconhecidos vários fatores de estilo de vida que podem atrasar o declínio das funções mentais relacionado com a idade e proteger de défices cognitivos associados à idade.

A reserva cognitiva:
A variabilidade da reserva cognitiva depende de fatores genéticos e de outros fatores, tais como: educação, inteligência, ocupação, atividades de lazer, estilo de vida (hábitos), outras experiências de vida.
Estes fatores podem permitir adaptação a alterações que vão surgindo com o envelhecimento.
A reserva cognitiva vai sendo construída ao longo da vida!

– Controlar fatores de risco de doenças crónicas, tais como doenças cardíacas e diabetes.

– A importância de hábitos de vida saudáveis, tais como:

  • Exercício físico aeróbico regular;
  • Dieta saudável;
  • Sono regular;
  • Exercício mental (manter atividades mentalmente estimulantes e de convívio social).

Os efeitos do envelhecimento social nos idosos irão depender destes fatores, pelo que deve começar cedo a pensar em “como manter o cérebro jovem”.
O aumento da esperança média de vida deve ser acompanhado por um aumento da qualidade de vida.
Depende de si!

 

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