Alterações cerebrais no envelhecimento

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Alterações cerebrais no envelhecimento

alterações cerebrais no envelhecimentoAs alterações cerebrais no envelhecimento natural vão determinar alterações das capacidades mentais, na ausência de doença, que terão impactos diferentes de acordo com a capacidade adaptativa (plástica) e estilos de vida.
Alterações celulares, bioquímicas, estruturais e funcionais ocorrem no processo de envelhecimento normal, não patológico. Estas alterações a nível celular condicionam alterações mentais. Com o envelhecimento do cérebro, há um abrandamento do funcionamento cerebral (cognitivo), surgem problemas de memória, dificuldades de aprendizagem, entre outras.

Com o avançar da idade ocorrem alterações em todas as partes do corpo, e no cérebro também!

Nas últimas décadas houve um crescimento crescente sobre as alterações que ocorrem no cérebro nas doenças neurodegenerativas como na Doença de Parkinson, Doença de Alzheimer e outras demências.
Os achados nas doenças neurodegenerativas revelaram muito do que acontece no envelhecimento do cérebro normal.

Com a idade…

  • Ocorre diminuição do número de neurónios, redução do número de sinapses, diminuição da síntese de neurotransmissores. Estas alterações afetam a comunicação entre os neurónios (conexões neuronais). Em certas regiões cerebrais, ocorre ainda redução da substância branca (axónios revestidos por bainhas de mielina), com adicional redução da comunicação entre os neurónios.
    Por outro lado, ocorre hipertrofia e hiperplasia das células da glia, especialmente dos astrócitos, contribuindo para o aumento do índice neuroglia/neurónios durante o envelhecimento.
  • Existe diminuição do peso do cérebro, tanto da substância cinzenta cortical como da substância subcortical e, especialmente no cortex pré-frontal e hipocampo. As áreas cerebrais referidas são muito importantes para a aprendizagem, memoria, e outras atividades mentais complexas.
  • Verifica-se a deposição de proteina β-amilóide em estruturas chamadas placas senis (ou placas neuríticas) e tranças neurofibrilares, conforme a deposição ocorre fora ou dentro dos neurónios, respetivamente. Esta proteina produz-se sempre no organism, mas a partir de determinada concentração deposita-se. A sua deposição no cérebro “normal” envelhecido é similar mas em menor quantidade que nas demências (em particular na Doença de Alzheimer).
  • Ocorrem alterações nos vasos cerebrais do cérebro. O fluxo sanguíneo pode ser reduzido por redução do calibre dos vasos sanguíneos (especialmente artérias) e por menor proliferação de novos capilares sanguíneos.
  • Verificam-se alterações metabólicas, com aumento de grânulos de lipofuscina e de vacuolos contend depósitos de substâncias produzidas por degeneração celular. Há um aumento de lesões produzidas pelos radicais livres (os radicais livres são são moleculas que reagem facilmente umas com as outras).
  • Aumenta a inflamação. A inflamação é um processo complexo que ocorre no organism em resposta a qualquer lesão, situação anormal ou doença.
  • Ocorrem modificações hormonais. A diminuição dos estrogénios na mulher tem implicações cognitivas. Os estrogénios modulam os níveis colinérgicos e serotoninérgicos e, protegem o cérebro contra o stress oxidativo. A reposição hormonal de estrogenios na mulher após a menopausa melhora as suas funções cognitivas.

Qual o efeito do envelhecimento cerebral nos idosos?

Com o envelhecimento cerebral ocorre uma diminuição das capacidades mentais (cognitivas). Existe maior dificuldade em tarefas que requerem atenção. Surgem dificuldades de memória e de aprendizagem.

O cérebro continua a ter capacidades pláticas, adaptativas, à medida que envelhece!

 

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