Doença de Parkinson

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Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa crónica, com impacto significativo na vida do doente, mas também dos seus familiares e cuidadores, atendendo às dificuldades motoras do doente.
A Doença de Parkinson pode ser diagnosticada em idades jovens (doentes com menos de 40 anos), mas mais frequentemente é diagnosticada em idosos (idade > a 60 anos ou mais).

O diagnóstico é essencialmente clínico!

A Doença de Parkinson foi descrita , pela primeira vez , em 1817 , pelo médico inglês  James Parkinson e , por ele , designada Shaking Palsy (Paralisia agitante).
No passado, era considerada uma doença que ocorria em  pessoas idosas.
No entanto, pode surgir  em idades mais jovens, até bem antes dos 40 anos e ser , por vezes ,  de transmissão genética.

A  Doença de Parkinson ocorre essencialmente em pessoas com mais de 60 anos.
A prevalência (número de casos diagnosticados na população) é cerca de 1% em pessoas com idade superior a 60 anos; atinge 1 a 3% acima dos 80 anos .

A  Doença de Parkinson tem sido mais diagnosticada no sexo masculino (diferença de  incidência por sexo de cerca de 3/2  –  sexos masculino/feminino). Esta diferença tem sido atribuída ao efeito protector dos estrogénios no sistema dopaminérgico  nigro-estriado .

É uma doença de evolução variável mas  progressiva  e tem impacto significativo nos doentes , família e sociedade .

É uma doença neurodegenerativa crónica , progressiva , caracterizada por sintomas motores e não motores .
Tem um impacto significativo nos doentes , familiares e cuidadores , face aos efeitos na mobilidade e controlo muscular .

Sintomas da doença:

Os sintomas motores clássicos da doença são : a bradicinesia ( diminuição e lentidão dos movimentos  voluntários ) , rigidez muscular e tremor ( essencialmente de repouso ) .

A instabilidade postural é outra manifestação frequente da doença (pode surgir em cerca de 50% dos doentes) e, geralmente, surge nos primeiros 5 anos de evolução da doença .

Embora o tremor seja comum na Doença de Parkinson , há  doentes em que o tremor não ocorre ao longo de toda a evolução da doença.
Não é necessário ter tremor para ter  Doença de Parkinson!

As  manifestações  não  motoras da doença  podem surgir  mesmo antes dos  sintomas  motores serem evidentes .
Entre estas,  destacam-se a hiposmia ( diminuição do olfacto ) ; depressão, ansiedade ; fadiga ; obstipação ; perturbações do sono ( sonolência diurna ; insónia ; movimentos  oculares rápidos ; síndroma das pernas inquietas ; ataques de sono , apneia do sono ); alterações neuro – psiquiátricas (ansiedade , depressão ;  deterioração cognitiva ; perturbações do controlo de impulsos –  hipersexualidade , compras compulsivas , patuscadas ; alucinações /delírios) .

O diagnóstico correcto da Doença de Parkinson é importante por motivos terapêuticos e prognósticos.

Apesar dos avanços da imagiologia e genética , o  diagnóstico da Doença de Parkinson continua a ser essencialmente clínico, na grande maioria dos doentes .

O diagnóstico clínico nos estadios iniciais da doença pode ser difícil. 

A evolução da doença permite , em regra , ficar mais seguro do diagnóstico clínico por neurologistas , com experiência .

A utilização de alguns meios de diagnóstico imagiológico mais sofisticados, como a tomografia de emissão de positrões encefálica (PET) e, até estudos genéticos , entre outros,  poderão contribuir , em vida , na precisão de diagnóstico , mas estes não são necessários por rotina.

As dificuldades de diagnóstico em idosos pode ser maior face ao aumento de ocorrência de outras patologias (doenças neuro-degenerativas, doenças vasculares).

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