Bilinguismo e Reserva Cognitiva

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Bilinguismo e Reserva Cognitiva

Bilinguismo e Reserva CognitivaO bilinguismo de longa duração contribui para a reserva cognitiva.

O declínio das competências cognitivas com o avançar da idade pode ser moderado por experiências que protegem a reserva cognitiva, nomeadamente o bilinguismo.

Vários estudos  epidemiológicos sugerem que os adultos mais idosos que mantêm um estilo de vida mais ativo do ponto de vista mental (cognitivo), físico e social estão protegidos em algum grau quanto ao inicio clínico de demências.

Vários fatores contribuem para a reserva cognitiva, que atua para compensar o envelhecimento cerebral inevitável (redução da massa cerebral, redução do número de neurónios e acumulação cerebral de substâncias nocivas).

O bilinguismo tem sido apontado como fator contributo para a reserva cognitiva, independentemente de outros factores, tais como educação e estado ocupacional.
O bilinguismo promove o uso ativo de redes neuronais, auxiliando a manter o funcionamento cognitivo.
O bilinguismo tem sido associado a melhor rendimento cognitivo em tarefas de controlo executivo.

Há evidência cientifica de que a reserva cognitiva pode ser reforçada por bilinguismo de longa duração, abrandando assim as possíveis manifestações clínicas do envelhecimento cerebral.

O bilinguismo de longa duração está relacionado com o uso mais eficaz de redes neuronais (conexões sinápticas) que permitem às pessoas manter um funcionamento cognitivo adequado, mesmo na presença de alterações neuropatológicas associadas ao envelhecimento cerebral.
(Guznan-Vélez E. & Tranel D., 2015)

Considera-se que o bilinguismo protege contra os efeitos deletérios do envelhecimento cerebral “habitual” e doença.

De forma geral, estratégias para minimizar as consequências clínicas do envelhecimento do cérebro devem ser consideradas ao longo da vida.

A reserva cognitiva vai sendo construída ao longo da vida!

O envelhecimento do cérebro é gradual.

Com a adoção de hábitos de vida saudáveis e atividade mental ativa, é possível aumentar individualmente a reserva cognitiva.

Aumentar a atividade mental nos idosos pode ser uma estratégia para melhorar a função cognitiva e compensar o habitual declínio cognitivo associado ao envelhecimento normal.
(Lenehan M.E. et al, 2015)

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