Grávidas e surto de virus Zika

Grávidas e surto de vírus Zika

Posted on Posted in Atualidade, Infeções víricas

Grávidas e surto de vírus Zika

Grávidas e surto de virus Zika

Existem importantes recomendações para grávidas durante o surto do vírus Zika, atendendo aos casos recentes de infeção materno-fetal e associada microcefalia.

 

 

 

 

 

 

A 1 de Fevereiro de 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde pública internacional – a disseminação do vírus Zika e a sua associação com microcefalia ao nascimento. A OMS reconheceu o problema de saúde pública mundial e a necessidade de resposta internacional coordenada.

Para este facto contribuem o padrão de disseminação da doença, a abundância de mosquitos portadores do virus e a falta de vacinação.
A OMS revelou preocupação com a possível associação do virus Zika com microcefalia nos últimos meses.
Identificado em 1957, o vírus Zika foi considerado “inofensivo” durante décadas.
A microcefalia não é um achado novo em bébés, e as causas do defeito congénito são variadas (substâncias químicas; agentes biológicos – bactérias, virus; radiação, por exemplo). É uma malformação congénita em que o crânio não se desenvolve adequadamente (perímetro cefálico menor que o normal ao nascimento).

Salienta-se a importância do acompanhamento médico e consultas habituais pré-natais de todas as grávidas, e a realização de todos os exames recomendados pelo médico.
As grávidas devem adotar medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores da doença. Devem proteger-se da exposição de mosquitos, por exemplo, mantendo as portas e janelas fechadas, usando calças e camisas de manga comprida e utilizando repelentes de mosquitos permitidos para gestantes.
A prevenção da infeção materna é fulcral pelo risco reconhecido de infeção congénita (transmissão materno-fetal do Zika)!

Consideram-se mães potencialmente infetadas durante a gravidez, com base na viagem ou residência em área de transmissão do vírus Zika.

Está recomendada a realização do teste do vírus Zika a:

  • bébés com microcefalia ou calcificações intracraninas, filhos de mães que viajaram ou residiram na área de transmissão da doença durante a gravidez;
  • bébés nascidos de mães com infeção vírica (Zika) ou com teste inconclusivo para o virus.

No caso de evidencia laboratorial de possível infeção congénita por vírus Zika, avaliação clínica e seguimento é recomendado.
Destaca-se a importância da deteção das mães e bébés infetados!

 

 

Leave a Reply