Angiografia cerebral

Angiografia cerebral

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Angiografia cerebral, António Egas Moniz

Angiografia cerebral

A angiografia cerebral foi desenvolvida por António Egas Moniz (1874-1955).
Em 1949, António Egas Moniz, médico neurologista português, ganhou o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina, graças ao desenvolvimento de duas técnicas: a leucotomia pré-frontal e a angiografia cerebral (angiografia de subtração digital).

Egas Moniz conseguiu visualizar e descrever o trajeto da artéria carótida interna no interior do osso temporal, pelo que alguns designam “sifão de Egas Moniz”.

A angiografia cerebral é um exame efetuado após punção femoral, com auxílio de catétéres apropriados e de um fio-guia, que permite a visualização detalhada dos vasos sanguíneos cerebrais, usando contraste não iónico e radiação ionizante (raios X).É realizado para a avaliação dos vasos sanguíneos da cabeça e do pescoço, especialmente a vascularização arterial intracraniana.

Após a sua descoberta por Egas Moniz, a angiografia cerebral diagnóstica afirmou-se como um exame muito importante para a deteção de anomalias dos vasos sanguíneos cerebrais, como por exemplo, aneurismas (dilatações arteriais), malformações arterio-venosas cerebrais, arterite (inflamação), tumores vascularizados, obstrução vascular (estenose ou mesmo oclusão vascular, que origina isquemia/enfarte cerebral).

Apesar de ser um exame invasivo, é um procedimento diagnóstico único na avaliação da vascularização cerebral, permitindo a avaliação da dinâmica circulatória.

Com os avanços tecnológicos (Tomografia Computorizada, Ressonância Magnética) tem sido progressivamente menos usada para fins diagnósticos, apesar de continuar a ser o exame “gold standard” para a avaliação vascular cerebral. Continua a ser realizada quando outras técnicas de neuroimagem não dão a informação necessária (por exemplo, avaliação de vasoespasmo após hemorragia subaracnoideia), sendo ponderados os seus riscos individualmente.

A angiografia de intervenção é um procedimento efetuado em alguns casos de patologia endovascular (aneurismas, malformações arterio-venosas, estenoses vasculares com significado hemodinâmico) e patologia neoplásica (alguns tumores altamente vascularizados nesta localização). A intervenção endovascular na fase aguda do acidente vascular cerebral (trombectomia mecânica), quando efetuada, pode permitir “salvar” o tecido cerebral em risco de isquemia irreversível (enfarte cerebral).

 

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