Fluxo sanguíneo cerebral

Fluxo sanguíneo cerebral

Posted on Posted in Conhecer o cérebro

Fluxo sanguíneo cerebral

artérias que vascularizam o cérebroO fluxo sanguíneo cerebral é fulcral para assegurar o fornecimento de glicose e oxigénio ao cérebro.

O sangue é bombeado do ventrículo esquerdo do coração para o arco aórtico e daí para as artérias carótidas comuns (e circulação sanguínea anterior do cérebro) e artérias subclávias (e circulação sanguínea posterior do cérebro).

A ordem habitual de origem dos grandes vasos no arco aórtico (que ocorre em cerca de 2/3 dos casos) é tronco braquiocefálico (à direita, que se bifurca na artéria subclávia direita e artéria carótida comum direita), artéria carótida comum esquerda e artéria subclávia esquerda.

As artérias carótidas comuns bifurcam-se em artérias carótidas internas e externas.

As artérias carótidas internas, duas das quatro principais artérias que vascularizam o cérebro, fornecem a maioria do fluxo sanguíneo para os hemisférios cerebrais.
As artérias carótidas internas originam as artérias cerebrais anteriores e artérias cerebrais médias.
A artéria cerebral média recebe aproximadamente 80% do fluxo sanguíneo da artéria carótida.

As artérias subclávias originam as artérias vertebrais, que formam o tronco basilar (ao nível do tronco encefálico). O tronco basilar (ou artéria basilar) origina depois as artérias cerebrais posteriores.

A vascularização cerebral é complexa, existindo muitas ramificações vasculares e anastomoses entre os vasos.

De forma resumida pode considerar-se que:

– a circulação anterior do cérebro fornece sangue para os olhos, gânglios da base, parte do hipotálamo, lobos frontal e parietal, e uma grande parte dos lobos temporais;

– a circulação posterior do cérebro fornece sangue para o tronco cerebral, cerebelo, ouvido interno, lobos occipitais, tálamo, parte do hipotálamo e uma pequena porção dos lobos temporais.

polígono de Willis

Na base do cérebro, existe um importante “anel” anastomótico que conecta a circulação anterior (cada metade com cada metade) e a circulação posterior, conhecido por polígono de Willis.
O polígono de Willis é habitualmente formado pelas artérias cerebrais anteriores, artérias comunicantes anteriores, artérias carótidas internas, artérias comunicantes posteriores, artérias cerebrais posteriores e artéria basilar.
A sua anatomia (e variantes comuns da normalidade) são um potencial para fluxo sanguíneo colateral no caso de doença vascular oclusiva. Por exemplo, no caso de oclusão de um vaso (ou estenose hemodinamicamente significativa), se uma via fica bloqueada, haverá outra via alternativa que a vai compensar, sem causar lesão cerebral. Se o fluxo colateral não se estabelece, ocorre lesão cerebral (isquemia cerebral).

A circulação sanguínea cerebral pode ser avaliada por várias técnicas de neuroimagem não invasivas : ecodoppler carotídeo-vertebral, angio-TC e angio-RM.
A angiografia cerebral é um técnica invasiva, pelo que tem sido progressivamente menos usada para a avaliação da vascularização cerebral (angiografia diagnóstica).

 

Leave a Reply