o crânio e a face

O crânio e a face

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O crânio e a face

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Os ossos do crânio e da face desenvolvem-se em tempos diferentes durante a infância. Por outro lado, o crescimento dos ossos do crânio e o crescimento cerebral vão ocorrendo progressivamente ao longo da infância, aspectos que se podem tornar relevantes (desvios da “normalidade”, patologias que cursam com alteração do crescimento do crânio, malformações congénitas).

 

 

 

Os ossos do crânio e da face desenvolvem-se em tempos diferentes durante a infância.

Ao nascimento o cérebro já está parcialmente desenvolvido, em recém-nascidos de termo, com formação dos principais sulcos e giros, e áreas iniciais de mielinização, com progressiva maturação cerebral essencialmente até aos 2 anos de vida, embora em crescimento progressivo. O cérebro duplica o seu volume aos 6 meses e triplica o volume aos 2 anos de idade. Considera-se que já não há crescimento cerebral após os 4 ou 5 anos. Nesta altura, a calote craniana é muito maior do que o esqueleto facial, ainda pequeno (o volume facial representa 1/8 do volume craniano ao nascimento). Durante a infância, o cérebro cresce numa taxa muito menor do que a do esqueleto facial.

O neurocrânio pode ser dividido em membranoso (calote craniana – ossos planos) e condrocrânio (ossos da base do crânio).
O neurocrânio membranoso deriva das células da crista neural e mesoderme para-axial. Posteriormente, sofre ossificação membranosa.

Ao nascimento os ossos planos da calote craniana estão separados entre eles por estreitas faixas de tecido conjuntivo – as suturas. Nos pontos em que mais de dois ossos se encontram as suturas são amplas e nomeadas fontanelas (As fontanelas são apenas o cruzamento de suturas). A mais proeminente é a fontanela anterior, entre dois ossos frontais e dois ossos parietais. As suturas possibilitam aos ossos do crânio a sua sobreposição durante o parto. As suturas funcionam de forma fisiológica em várias etapas ao longo da infância, desde os 6 meses para a sutura metópica até aos 18 meses para as restantes suturas.

Ao nascimento os ossos planos da calote craniana estão separados entre eles por estreitas faixas de tecido conjuntivo – as suturas. Nos pontos em que mais de dois ossos se encontram as suturas são amplas e nomeadas fontanelas (vulgarmente conhecidas por “moleirinhas”).
As fontanelas são apenas o cruzamento de suturas!
A mais proeminente é a fontanela anterior, entre dois ossos frontais e dois ossos parietais. As suturas possibilitam aos ossos do crânio a sua sobreposição durante o parto. As suturas funcionam de forma fisiológica em várias etapas ao longo da infância, desde os 6 meses para a sutura metópica até aos 18 meses para as restantes suturas.
As deformidades craniofaciais nas crianças continuam a ser um desafio diagnóstico e terapêutico.


Microcefalia
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A microcefalia é definida como um perímetro cefálico que está abaixo da média normal para a idade, raça e gestação (desvio superior a 2 desvios padrões).

Incidência: rara

Etiologia: infecções do grupo TORCH (Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes simplex, outras nomeadamente rubéola); radiação, medicação, anomalias cromossómicas (exemplos: trissomia 18 e trissomia 13) e doenças genéticas.

Na etiopatogénse são considerados factores genéticos e factores ambientais.

Um dos factores ambientais importante é o Síndroma de Alcool Fetal.

O diagnótico pré-natal pode ser efetuado por ecografia ou RM. Por vezes a microcefalia ocorre tardiamente durante a gravidez.

Prognóstico: atraso de desenvolvimento de funções motoras e da linguagem. Hiperatividade e atraso mental são frequentes. Podem ocorrer convulsões.

Tratamento: Não há tratamento específico para a microcefalia. O tratamento deve ser sintomático e de suporte.

 

Macrocefalia e Megalencefalia

Nos casos descritos de macrocefalia é considerado o tamanho aumentado da cabeça (perímetro cefálico), enquanto na megalencefalia (e outras malformações) é considerado o aumento do tecido cerebral.

A “macrocrania benigna” é uma situação particular, em regra avaliada por ecografia transfontanelar com Doppler, em que o tamanho da cabeça (perímetro cefálico) tende a normalizar em avaliações seriadas, e não tem relevância clínica.

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