sinapse

A sinapse

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A sinapse – o contacto funcional entre os neurónios

Como é que os neurónios comunicam entre si?

a sinapse

O processo de comunicação neuronal é fulcral para um funcionamento normal do sistema nervoso. Qualquer alteração na comunicação entre os neurónios tem repercussões clínicas (alterações de comportamento e/ou neuropsicológicas).

Os neurónios comunicam entre si através da transmissão sinática, que pode ser elétrica ou química.

O termo sinapse, inicialmente descrito por  Charles Sherrington no início do século XX, refere-se ao espaço estreito entre os neurónios, onde ocorre a comunicação entre duas células excitáveis.

As sinapses são estruturas especializadas que permitem a comunicação neuronal, pela transmissão de informação entre dois neurónios (pré e pós-sinático) – estruturas de relevância funcional e não anatómica.

Nas sinapses elétricas, não exclusivas do tecido nervoso, as membranas pré e pós-sináticas estão em continuidade, conectadas por gap junctions, com intervalo mínimo entre as células de cerca de 3.5nm. Permitem a transmissão de sinais elétricos, causando alterações de voltagem na célula pré-sinática que induz alterações de voltagem na célula pós-sinática. As principais vantagens das sinapses elétricas são a rapidez de transmissão de sinais entre as células (atraso na transmissão de informação praticamente inexistente quando comparado com as sinapses químicas) e, a combinação de um grupo de neurónios numa “unidade elétrica”.

Nas sinapses químicas, a atividade elétrica do neurónio pré-sinático é convertida na libertação de substâncias químicas (neurotransmissores), que posteriormente se ligam a recetores na membrana celular do neurónio pós-sinático. O neurotransmissor pode iniciar uma resposta elétrica ou outro tipo de sinal que pode excitar ou inibir o neurónio pós-sinático. As células não estão em contacto físico, mas separadas por um espaço extremamente pequeno (com cerca de 20 mm de largura), denominado fenda sináptica – entre o botão terminal do neurónio pré-sinático e o prolongamento pós-sinático (cerca de 50% de todas as sinapses no cérebro são axo-axónicas). Este espaço, preenchido por líquido, não permite a transferência direta de corrente elétrica entre duas células. No entanto, a transferência de informação é efetuada por pequenas moléculas de substâncias químicas chamadas neurotransmissores, através da fenda sinática para a célula pós-sinática, podendo produzir um potencial pós-sinático inibitório ou excitatório.

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