a mielina

A mielina

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A mielina

A mielina é uma camada lipoproteica que envolve os axónios neuronais sob a forma de bainha de mielina, e aumenta a velocidade de condução dos impulsos nervosos.

a mielina

As células da glia (micróglia, astrócitos e oligodendrócitos no sistema nervoso central, e células de Schwann no sistema nervoso periférico), abundantes no cérebro (em número superior ao dos neurónios) não transmitem informação de forma direta. No entanto, cada tipo de células da glia mencionadas tem funções específicas.  Importa destacar a função dos oligodendrócitos no sistema nervoso central e das células de Schwann no sistema nervoso periférico. Estas células envolvem as suas membranas celulares à volta dos axónios de alguns neurónios, de forma concêntrica, que se designa por mielina.

A mielina é composta por uma bicamada lipídica com proteínas atravessando esta camada. As camadas de mielina apresentam interrupções periódicas, os chamados nódulos de Ranvier.
A mielina aumenta a velocidade de transmissão de sinais pelo axónio, pelo que aumenta a velocidade de processamento de informação.

A mielinização é um componente importante da maturidade cerebral porque facilita a transmissão de impulsos nervosos no sistema nervosa central (SNC). O processo de mielinização cerebral inicia-se aproximadamente ao quinto mês de vida fetal (histopatologicamente, às 25 semanas de gestação), continua no primeiro ano de vida e, em menor extensão no segundo ano e ainda, em menor grau, na adolescência.

Em termos gerais, a mielinização cerebral progride em direção caudal para cefálica e, dorsal (posterior) para ventral (anterior). Ocorre mais rapidamente em sistemas funcionais usados precocemente na vida em comparação com outros utilizados apenas mais tarde na infância. O padrão de mielinização pode ser avaliada por estudos de Ressonância Magnética (RM), em alguns casos com relevância clínica.

alteração da normal bainha da mielina

O papel da mielina torna-se evidente em casos de patologias como as doenças desmielinizantes (por exemplo, Esclerose Múltipla) e não só. Por exemplo, algumas lesões cerebrais traumáticas resultam em lesões axonais dispersas entre axónios intactos nos feixes de substância branca, que se acompanham por hemorragia e/ou inflamação, produzindo regiões focais de destruição e consequente perda neuronal e perda de mielina.

Sabe-se atualmente que os axónios desmielinizados que permanecem viáveis têm potencial para remielinização eficaz e recuperação funcional, podendo ser os substratos neurobiológicos da plasticidade de circuitos neuronais.

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